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PSDB entrega jogos de xadrez na escola Simão Welsh

Os vereadores do PSDB dão continuidade ao trabalho de entrega de jogos de xadrez nas escolas. Eles estiveram na Escola Simão Welsh terça-feira, onde levaram dez kits.

Os vereadores do PSDB Adriano Lucas Alves, José Carlos Belizário e Vagner Barilon estão dando continuidade ao trabalho de entrega de jogos de xadrez nas escolas. Eles estiveram na Escola Municipal de Ensino Fundamental Simão Welsh, no bairro Santa Rita, terça-feira (09/03) à tarde, onde fizeram a entrega de dez kits. Os parlamentares foram recebidos pelo diretor Valdeci Felipe dos Santos e pela coordenadora Nereide Veiga Zuanon.

Os primeiros kits foram entregues, em novembro do ano passado, na escola Paulo Azenha, da Vila Azenha. Os parlamentares receberam o material à Federação Paulista de Xadrez. A atividade de xadrez faz parte do Programa Segundo Tempo, do Governo Federal em parceria com o município, onde são contratadas pessoas para aulas de xadrez.  A entrega desta vez, contou com 10 jogos, que consiste no tabuleiro e peças. Também foram distribuídos três livros que trazem as regras para se praticar a atividade.

A coordenadora comentou que vai utilizar os jogos como material pedagógico, utilizando-se da Lenda do Jogo de Xadrez contada pelo vereador Barilon que fala sobre a origem deste jogo. “É uma estória bonita e desperta o interesse e a curiosidade dos alunos pela atividade”, ressaltou. “Mesmo que os alunos sejam agitados, é um jogo que trabalha com a emoção da criança, a atenção, concentração, raciocínio, disciplina, uma série de fatores que contribui para a educação”, comentou o vereador Belizário.

Além da entrega dos kits, os vereadores visitaram as dependências da escola. O intuito foi o de obter informações sobre o funcionamento e o dia-a-dia da unidade de ensino. “Checamos o material de limpeza e outros itens, pois estavam com problemas no ano passado. Agora esta tudo normal”, comentou Barilon. Eles questionaram ainda sobre o número de professores e o trabalho de inclusão dos alunos especiais. Observaram que duas salas de alunos especiais necessitam de maior atenção, pois é muito trabalho para apenas uma professora.

Os vereadores viram com pesar a desativação da biblioteca, pois o espaço será utilizado para outro fim, assim como a falta da sala de vídeo, que existia. Por outro lado, conheceram a nova sala de informática que acabou de ser montada. “Muitas vezes desconhecemos a realidade e não sabemos como ajudar. Vamos comparar com outras escolas e ver se o problema é localizado ou nas escolas públicas e assim sugerir intervenções pontuais ou cobrar soluções para os problemas”, explicou Barilon.

“Além de vistoriamos a escola, tivemos uma boa conversa com a direção. Com a entrega desse material temos também a oportunidade de conhecer um pouco mais a realidade de cada unidade de ensino. A gente obtém mais informações e ficamos não somente o que nos passam. Com a visita sabemos das questões pontuais”, reforçou o vereador Adriano.

Lenda do Jogo de Xadrez

"Em um reino muito distante havia um rei que estava muito triste. Sua vida era monótona. Um dia, afinal, o rei foi informado de que um moço brâmane solicitava uma audiência que vinha pleiteando havia já algum tempo. Como estivesse, no momento, com boa disposição de ânimo, mandou o rei que trouxessem o desconhecido à sua presença. E o jovem começou a falar:
– Meu nome é Lahur Sessa e venho da aldeia de Namir, que trinta dias de marcha separam desta bela cidade. Ao recanto em que eu vivia chegou a de que o nosso bondoso rei arrastava os dias em meio de profunda tristeza, amargurado pela ausência de um filho que a guerra viera roubar-lhe. Grande mal será para o país, se o nosso dedicado soberano se enclausurar, como um brâmane cego dentro de sua própria dor. Deliberei, pois, inventar um jogo que lhe desse alegria novamente. E é isto que me traz aqui.
Como todos os soberanos, este também era muito curioso, e não aguentou para saber o que o jovem sábio lhe trouxera. O que Sessa trazia ao rei consistia num grande tabuleiro quadrado, dividido em sessenta e quatro quadradinhos, ou casas, iguais. Sobre esse tabuleiro colocavam-se, não arbitrariamente, duas coleções de peças que se distinguiam, uma da outra, pelas cores branca e preta, repetindo porém, simetricamente, os engenhosos formatos e subordinados a curiosas regras que lhes permitiam movimentar-se por vários modos. No tabuleiro quadriculado movimentavam peças de diferentes formatos, correspondendo cada formato a um elemento do exército indiano: Carros (Bispos), Cavalos, Elefantes (Torres) e Soldados (Peões), além de um Rei e um vizir (Rainha). Sessa explicou que escolheu a guerra como tema porque é a guerra onde mais pesa a importância da decisão, da persistência, da ponderação, da sabedoria e da coragem.
Sessa explicou pacientemente ao rei, aos monarcas vizires e cortesãos que rodeavam, em que consistia o jogo, ensinando-lhes as regras essenciais. (...) 
Depois, dirigindo-se ao jovem brâmane, disse-lhe:
– Quero recompensar-te, meu amigo, por este maravilhoso presente, que de tanto me serviu para o alívio de velhas angústias. Diz-me o que queres, qualquer das maiores riquezas, que te será dado.
– Rei poderoso, não desejo nada. Apenas a gratidão de ter-te feito algum bem que basta.
– Causa-me assombro tanto desdém e desamor aos bens materiais. Por favor, diga-me o que pode ser-te dado. Ficarei magoado se não aceitar.
– Então, o invés de ouro, prata, palácios, desejo em grãos de trigo. Dar-me-ás um grão de trigo pela primeira casa, dois pela segunda, quatro pela terceira, oito pela quarta, dezesseis pela quinta, e assim sucessivamente, até a sexagésima quarta e última casa do tabuleiro.
Todo mundo ficou espantado com o pedido. Tão pouco!
– Insensato, chamou-lhe o rei, donde já se viu tanto desamor pelos bens materiais?
Chamou então, o rei, os algebristas mais hábeis da corte, e ordenou-lhes que calculassem o valor. Após muito tempo, voltaram:
– Rei magnânimo! Calculamos o número de grãos de trigo que constituirá o pagamento e obtivemos um número cuja grandeza é inconcebível para a imaginação humana.
Lathur Sessa abriu mão de seu pedido, mas mostrou ao rei uma nova maneira de pensar. Ganhou com isso um manto de honra e ainda 100 sequins de ouro.
Explicação:
Assim chegou-se a este resultado: ::1:2:4:16:32:64 A soma dos 64 primeiros termos dessa progressão é obtida por meio de uma fórmula muito simples, estudada em matemática elementar.
Aplicada a fórmula, obtemos para o valor da soma S S=2^64 - 1 Para obter o resultado final devemos elevar o número 2 a sexagésima quarta potência, isto é, multiplicar 2.2.2.2.2.2.2.2.2.2.2..... tendo esses produto sessenta e quatro fatores iguais a dois.
Depois do trabalhoso cálculo chegamos ao seguinte resultado: S= 18 446 744 073 709 551 616 - 1 Resta agora, efetuar essa subtração. Da tal potência de dois tirar 1. E obtemos o resultado final: S= 18 446 744 073 709 551 615 Esse número gigantesco, de vinte algarismos, exprime o total de grãos de trigo que impensadamente o lendário Rei prometeu, em má hora, ao não menos lendário Sessa, inventor do jogo de xadrez."

Esta é apenas uma das lendas, mas que prova que os criadores desse jogo foram pessoas altamente inteligentes ou muito astutas e com grande habilidade em matemática e uma boa capacidade lógica.


Fonte: Internet
http://criptopage.caixapreta.org/secao/xadrez/xadrez_lenda.htm
http://alemdocaderno.blogspot.com/2009/03/lenda-do-jogo-de-xadrez-malba-tahan.html
 


Publicado em: 10 de março de 2010

Publicado por: Marineuza Lira

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Categoria: Notícias da Câmara

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