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Projeto de Lei propõe validade indeterminada para laudo médico de pessoas com TEA em Nova Odessa

Proposta do vereador André Faganello busca reduzir burocracia e garantir acesso contínuo a direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista

De autoria do vereador André Faganello, o Projeto de Lei que dispõe sobre a validade indeterminada do laudo médico pericial que atesta o Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi protocolado nesta sexta-feira (30) e tem como objetivo assegurar mais dignidade, segurança jurídica e efetividade no acesso a direitos e políticas públicas às pessoas com TEA e suas famílias.

De acordo com o texto do projeto, o laudo médico que comprove o diagnóstico de TEA passará a ter prazo de validade indeterminado, podendo ser emitido por profissionais da rede pública ou privada de saúde, conforme a legislação vigente. A iniciativa parte do reconhecimento de que o Transtorno do Espectro Autista é uma condição permanente, não havendo respaldo científico para a exigência de reavaliações periódicas do diagnóstico.

Segundo o autor do projeto, a medida corrige uma distorção que afeta diretamente as famílias. O laudo de TEA não pode ser tratado como algo temporário. Exigir renovações periódicas é desumano, burocrático e não tem base científica. Nosso objetivo é garantir respeito, dignidade e acesso contínuo aos direitos das pessoas com autismo, afirmou o vereador André Faganello.

Na justificativa do PL, o parlamentar destaca que a exigência de renovação constante do laudo impõe entraves burocráticos desnecessários, gera custos adicionais e dificulta o acesso a políticas públicas, benefícios e serviços essenciais. O projeto também ressalta que a constitucionalidade da matéria já foi reconhecida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao julgar improcedente ação contra lei municipal de conteúdo idêntico.

Estamos falando de inclusão social e de segurança jurídica. Esse projeto está alinhado com a legislação estadual e com decisões recentes da Justiça, além de atender a um interesse local legítimo, completou Faganello.

O projeto segue para tramitação na Câmara Municipal, com análise das comissões permanentes antes de ser levado à votação em plenário.


Publicado em: 30 de janeiro de 2026

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Categoria: Notícias da Câmara

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